Mariliasuchus amarali

Carvalho & Bertini, 1999

As rochas onde foram encontradas as formas de Mariliasuchus amarali indicam um ambiente de borda de deserto com possíveis chuvas sazonais e formação de lagoas efêmeras. Essa espécie, juntamente com outros parentes do mesmo período, formam um táxon denominado Notosuchia, que são crocodiliformes aparentemente com uma menor dependência da água do que o observado nos representantes atuais. Para a espécie em questão podemos destacar também especializações na dentição que sugerem hábitos de alimentação complexos.

Etimologia: o nome genérico refere-se à região onde o holótipo foi coletado, próximo a cidade de Marília (SP) e suchus, do grego, crocodilo. O nome específico homenageia o geólogo brasileiro, Dr. Sérgio Estanislau do Amaral.

Idade: entre 83 e 65 milhões de anos (Cretáceo Superior, Campaniano-Maastrictiano)

Ocorrência: margem direita do córrego Água Formosa, 10 Km ao sul da cidade de Marília, São Paulo (Formação Adamantina, Bacia Bauru).

Habitat: terrestre

Dieta: onívoro

Sistemática:

  • Sauropsida
    • Archosauromorpha
      • Crocodyliformes
        • Notosuchia
          • Notosuchidae
            • Mariliasuchus

Sugestões para leitura:

CARVALHO, I.S. & BERTINIi, R.J. (1999) Mariliasuchus, um novo Crocodylomorpha (Notosuchia) do Cretáceo da Bacia Bauru, Brasil. Revista Geologia Colombiana, 24: 83-105.

ZAHER, H.; POL, D.; CARVALHO, A.B.; RICCOMINI, C.; CAMPOS, D. & NAVAS, W. (2006). Re-description of the cranial morphology of Mariliasuchus amarali, and its phylogenetic affinities (Crocodyliformes, Notosuchia). American Museum Novitates, 3512: 1-40.

Conteúdo por: Luciana B. Carvalho e Pedro S. R. Romano

MODELOS 3D:

  • crânio
  • Paleoarte
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Exemplar: MN 6298-V

Tamanho do exemplar: aproximadamente 8 centímetros de comprimento (crânio).

Status: ---

Data da coleta: 1999.

Coletor: Willian Roberto Nava.

Depositado em: Setor de Paleovertebrados do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional, UFRJ.

Observação: este crânio corresponde a parte de um exemplar mais completo apresentando, além do crânio e maxila, praticamente toda a coluna vertebral, osteodermas, membro posterior esquerdo, parte da cintura pélvica, fragmentos do membro anterior e da cintura peitoral. O material foi objeto de estudo da tese de Luciana Carvalho, tendo sido submetido a exame tomográfico.

Modelo desenvolvido por Pedro S. R. Romano

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Descrição: reconstrução paleoambiental de um indivíduo de Mariliasuchus amarali em seu provável habitat.

Paleoartista: Maurílio S. Oliveira

Técnica: acrílico sobre papel.

Tamanho da tela: ???? cm

Observação: ---