Bauruemys elegans

(Suárez, 1969)

Esta espécie de tartaruga de água doce é uma das mais bem representadas no registro fóssil do Brasil. Sua localidade-tipo é a mais abundante em termos de exemplares de tartarugas encontrados do país, sendo informalmente cunhada de "Sítio Tartaruguito". Bauruemys elegans é proximamente relacionada às formas que habitam atualmente a Amazônia. Entre seus “primos” viventes estão os tracajás e as tartarugas gigantes da Amazônia.

Etimologia: o nome genérico é dado em função do nome da unidade estratigrfica (Bauru) de onde provém a espécie. O nome específico deriva da palavra latina elegans, cujo genitivo, elegantis, significa gracioso, elegante, lindo, bonito.

Idade: entre 70 e 65 Milhões de anos (Cretáceo Superior, Maastrictiano).

Ocorrência: Sítio de Pirapozinho, próximo à cidade de Presidente Prudente, SP (Formação Presidenta Prudente, Bacia Bauru).

Habitat: água doce.

Dieta: onívoro.

Sistemática:

  • Sauropsida
    • Testudines
      • Pleurodira
        • Pelomedusoides
          • Podocnemididae
            • Bauruemys

Sugestões para leitura:

KISCHLAT, E.-E., 1994. Observações sobre Podocnemis elegans Suarez (Chelonii, Pleurodira, Podocnemididae) do Neocretáceo do Brasil. Acta Geológica Leopoldensia, 39: 345-351.

ROMANO, P.S.R. & AZEVEDO, S.A.K., 2006. Are extant pelomedusoid turtles relict of a widespread Cretaceous ancestor?. South American Journal of Herpetology, 1(3): 175-184.

OLIVEIRA, G.R. & ROMANO, P.S.R., 2007. Histórico dos achados de tartarugas fósseis do Brasil. Arquivos do Museu Nacional, 65(1): 113-133.

ROMANO, P.S.R. & AZEVEDO, S.A.K., 2007, Morphometric analysis of the Upper Cretaceous Brazilian side-necked turtle Bauruemys elegans (Suárez, 1969) (Pleurodira, Podocnemididae). Arquivos do Museu Nacional, 65(4): 395-402.

Conteúdo por: Pedro S. R. Romano

MODELOS 3D:

  • crânio
  • casco
  • fêmur direito
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Exemplar: MN 4322-V.

Tamanho do exemplar: aproximadamente 7 cm de comprimento.

Status: topótipo.

Data de coleta: 1986?

Coletor: Fausto Luiz de Souza Cunha.

Depositado em: Setor de Paleovertebrados do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional, UFRJ.

Observação: a réplica deste exemplar (MN 6763-V) foi exposta na exposição “Em busca dos dinossauros” no ano de 2004.

Modelo desenvolvido por Marcos C. Monnerat e Pedro S. R. Romano

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Exemplar: MN 6674-V.

Tamanho do exemplar: 29 cm (comprimento da carapaça).

Status: topótipo.

Data de coleta: 20 de julho de 2001.

Coletor: Sergio Alex K. Azevedo.

Depositado em: Setor de Paleovertebrados do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional, UFRJ.

Observação: este exemplar foi exposto na exposição “Em busca dos dinossauros” no ano de 2004.

Modelo desenvolvido por Marcos C. Monnerat e Pedro S. R. Romano

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Exemplar: MN 6782-V.

Tamanho do exemplar: aproximadamente 8 cm de comprimento.

Status: topótipo.

Data de coleta: 11 de novembro de 2001.

Coletor: equipe do Setor de Paleovertebrados.

Depositado em: Setor de Paleovertebrados do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional, UFRJ.

Observação: este fêmur corresponde a parte de um exemplar mais completo apresentando, além do fêmur direito, fragmentos de carapaça e plastrão, cintura pélvica quase completa e vértebras cervicais. Embora incompleto, este é o maior exemplar desta espécie depositado na coleção do Museu Nacional.

Modelo desenvolvido por Marcos C. Monnerat e Pedro S. R. Romano